| Requião está prestando o maior serviço de vida pública ao PMDB, diz deputado Eliseu Padilha |
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| Qua, 03 de Fevereiro de 2010 15:18 |
Ao aceitar a tarefa de percorrer o Brasil defendendo a candidatura própria do PMDB, o governador do Paraná, Roberto Requião, está prestando o maior serviço ao partido. A avaliação é do presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães, deputado federal Eliseu Padilha (RS), após a abertura nesta terça-feira (2), do Seminário de Formação de Lideranças da Juventude promovido pela JPMDB do Paraná.“O Requião está prestando talvez o maior serviço de toda a vida pública dele para o partido ao assumir esta candidatura e percorrer o país, os diretórios, em defesa da candidatura própria. E isto não vai deixar que o partido se entregue imediatamente aos braços de qualquer aproveitador”, afirmou Padilha.
PMDB IDEOLÓGICO - O deputado disse que o PMDB, pela sua envergadura, não está disponível para ser coadjuvante no processo eleitoral. Em sua palestra, Padilha defendeu o PMDB ideológico que emergiu para garantir a candidatura própria do partido. “Neste momento temos que mostrar ao PMDB como um todo, especialmente para aqueles que não têm convicção, que temos esta possibilidade e que eles estão enganados”, disse Padilha.
O deputado refutou a ala do partido - representada por deputados e senadores - que defende a vaga da vice-candidatura numa aliança imediata do PMDB com o PT. “Eles precisam saber que o PMDB é o maior partido do Brasil. E o maior não é o que gira em torno dos menores, os menores é que tem que girar em torno do maior”, destacou Padilha. “A lua gira em torno do sol porque ela é menor que o sol. O PMDB insiste em inverter a ordem planetária, quer dizer, queremos girar em torno dos menores”.
RESPONSABILIDADE – “Somos o maior partido do Brasil, temos quadros, temos tudo, mas ainda não temos consciência da responsabilidade política que temos”, disse. Padilha fez questão de afirmar que a convenção marcada para 6 de fevereiro pela direção nacional (ela seria em 10 de março), não vai decidir nada. “Não. Não tem nada. No dia seis não vai se definir nada de aliança. A aliança é em junho, se terá ou não”.
“Do jeito que vai, a base do partido tenho certeza que não quer aliança. Quero ver se algumas lideranças que querem vão conseguir subordinar a base do partido”, concluiu. Padilha afirmou que o PMDB deve resgatar o que atualmente deixou de existir no país: ideologias ou ideias partidárias. “No PMDB, a falta de ideias e de ideologia é o principal empecilho para viabilizar a candidatura própria do partido”.
CONCEITO - Em relação à direção nacional – leia-se Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros, mais Henrique Meirelles –, vão passar os governos e eles continuarão lá. “Os interesses individuais regem o partido hoje”, frisou.
O deputado informou que a sua vinda ao Paraná faz parte do projeto da Fundação Ulysses Guimarães, para o PMDB voltar a fazer política, formar mediadores, “que são importantes para a formação política. Vamos ter candidatura própria quando a base se impõe”, disse.
Na avaliação de Padilha, é necessário mudar o conceito que a população tem sobre a política e os políticos. “Hoje, o que acontece na política é a compra e venda. As pessoas votam nos políticos para ganhar pequenos favores (contas de água ou luz, ou emprego). Não existe mais militantes, o que existe são mil e tantos”.
PLANO DE GOVERNO - O presidente da Fundação concluiu convocando os militantes peemedebistas para participarem da elaboração do plano de governo em todas as esferas. “O partido é que tem que fazer o plano e o candidato tem que aceitar, se submeter à este plano”.
Em relação ao programa nacional do PMDB, que Requião pretende apresentar na convenção de junho, Padilha destacou que a ação precisa sair das regionais. “Os estados precisam elaborar programas locais, que somados, darão a espinha dorsal para o programa nacional do PMDB”, encerrou.
Acompanharam a palestra o presidente do PMDB do Paraná, deputado Waldyr Pugliesi, o secretário-geral João Arruda e o deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR). Segundo Pugliesi, é necessário que não só o PMDB, mas todos os partidos invistam mais na formação de novas lideranças. Para Arruda, é fundamental na formação das novas lideranças, este contato com militantes históricos do Brasil.
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Ao aceitar a tarefa de percorrer o Brasil defendendo a candidatura própria do PMDB, o governador do Paraná, Roberto Requião, está prestando o maior serviço ao partido. A avaliação é do presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães, deputado federal Eliseu Padilha (RS), após a abertura nesta terça-feira (2), do Seminário de Formação de Lideranças da Juventude promovido pela JPMDB do Paraná.






